Diário de uma Concurseira

Concurseira, sim. Bitolada, não! Um pouco sobre tudo, e talvez algo sobre concursos também.

Atletas + Jornalistas vs. Números

‘Fabrice Santoro has confirmed he is considering playing the Australian Open so he can become the first player to compete in Grand Slams across four decades.

“Since a Canadian reporter told me I would be the first to achieve such a feat, I keep on saying to myself that it would be nice, it would be an unusual record,” he said in Lyon. “But if I want to be able to play five-set matches in Melbourne, I must not go skiing in December. I won’t make that decision thoughtlessly.”

Santoro played his first major at the  French Open in 1989.’

Muito bem, Sr. Santoro. Mas já avisaram você (e o repórter canadense) que a década sempre começa no ano 1, e não no ano zero? A próxima década começa em 2011, rapaz!

Vai esquiar em dezembro que você ganha mais, criatura.

Arquivado como:Esportes , , ,

Às minhas amigas queridas

Nos dois últimos dias recebi três notícias ruins de três amigas muito queridas, e esta noite sonhei que uma quarta não estava bem. Queria poder fazer mais por vocês, queria estar mais perto e mais disponível. De qualquer maneira, estou aqui, e gritem se precisar, ok?

When youre weary, feeling small,
When tears are in your eyes, I will dry them all;
Im on your side. when times get rough
And friends just cant be found,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.

When youre down and out,
When youre on the street,
When evening falls so hard
I will comfort you.
Ill take your part.
When darkness comes
And pains is all around,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.

Sail on silvergirl,
Sail on by.
Your time has come to shine.
All your dreams are on their way.
See how they shine.
If you need a friend
Im sailing right behind.
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.

(Bridge Over Troubled Water – Simon & Garfunkel)

Arquivado como:Pessoal , , , ,

F**k you Cespe! Você também, Esaf! Ou não.

Calma, calma. Não estou nesse estágio de xingar os elaboradores de concurso, principalmente os dois acima, após o escorregão da Funrio e seu consórcio do Enem.

Sábado de manhã tive minha primeira aula de estatística, e o professor é uma figura: tem o sotaque e o vozeirão do Zé Ramalho, ou seja, nem precisa usar microfone, e parece nutrir um ódio especial pelos examinadores da Cespe. Bom, qualquer um que já prestou algum concurso, vestibular ou prova da ANPEC com as adoráveis questões de “certo” e “errado”, em que um erro do concursando/vestibulando anula uma resposta correta, entende o sentimento.

Acontece que a Esaf agora resolveu copiar o “Cespe way of life”. Não, por enquanto uma alternativa incorreta não anula uma certa, mas a carinha confusa das questões, o nível de exigência… ah, que bonitinho, conheço aquele formato tão bem! E cair redação agora da prova de Auditor da Receita Federal? Não uma, mas duas redações, somadas a quatro perguntas que equivalem a mini-dissertações. Segunda fase meiga, não?

Pois é, mas antes de reclamar da segunda fase, é preciso pensar em passar da primeira e, nesse sentido, por mais que dezenas de palavrões me venham em mente quando vejo uma questãozinha com aquela cara de Cespe, acho que eu devia é ficar contente. Tenho uma certa prática no formato, afinal, foram dois anos de TPS para o Rio Branco. Fracassados, claro, mas a experiência acumulada não pode ser desprezada.

Infelizmente, embora um certo know-how para fazer a prova possa ser bastante útil, não é o suficiente. Há diversas modalidades de direito para estudar, e a prova é em dezembro. Fora Economia. Auditoria. Administração Pública. Tudo, em resumo. Mas também, ninguém em sã consciência esperaria começar a estudar em agosto, trabalhando a semana inteira, e passar num dos concursos mais cobiçados do país em poucos meses. Bem, nem tudo está perdido – pelo jeito vou ganhar mais uma experiênciazinha no estilo Cespe/Esaf!

Arquivado como:Estudos , , , ,

The Time of Our Lives – R.I.P. Patrick Swayze

Mais do que Kevin Costner com seu breguíssimo Robin Hood ao som de Bryan Adams, o ator de minha “meninice” foi Patrick Swayze, e, até hoje, se Dirty Dancing estiver passando na TV, eu provavelmente vou assistir. Pela 2643ésima vez, mais ou menos.

Não farei um post objetivo sobre a carreira do ator, não só porque certamente haverá vários outros aí pela internet,  mas também porque para mim a mística de Patrick Swayze pertence a um tempo em que eu via muitos filmes e eles me encantavam, mas eu pouco conhecia carreiras de atores, diretores e roteiristas – era como um namorico de infância, em que a gente gosta sem reservas mas nem tenta saber porquê.

Apesar de alguns anos separarem Ghost, Dirty Dancing e Caçadores de Emoção, devo tê-los visto mais ou menos na mesma época. Talvez excetuando um pouco o primeiro, são filmes que me fazem pensar em finais de semana de verão, tardes de domingo “pós-piscina”, com sorvete e “Temperatura Máxima”. No alto de meus fúteis onze anos de idade (e toda menina é fútil nessa idade), eu não me conformava, por exemplo, com como aquele homem liiiindo podia se apaixonar por aquela moça nariguda, mas depois de meia-hora de filme, já estava acostumada e achava tudo (novamente) liiiiindo.

Se Dirty Dancing era o perfeito romance para fazer as pré-adolescentes suspirarem em frente a TV enquanto passavam hidratante na pele e penteavam incessantemente os cabelos que sempre saíam pingando do banho pós clube, Caçadores de Emoção funcionava como uma versão contemporânea e praiana de Jovem Demais Para Morrer. Bandidos gatinhos assaltavam bancos mas eram os mártires da vida livre, não-convencional. Quer conceito mais atraente para as incontáveis burguesinhas parecidades que estudavam em colégios caros e viviam protegidas em seus bairros de classe média? Em Caçadores de Emoção, Keanu Reeves era o mocinho correto, mas ninguém sintetizava em si mesmo a palavra cool tão bem quanto Patrick Swayze. O final? Por incrível que pareça, me arrancava mais lágrimas que Ghost.

Outro filme emblemático, talvez menos conhecido que os três citados acima, mas com elenco assutador, é o drama jovem Vidas Sem Rumo, de Francis Ford Coppola, em que Swayze é um irmão mais velho responsável por uma trupe que contava com ninguém menos que: Rob Lowe, Matt Dillon, Emilio Estevez, Ralph Macchio e Tom Cruise. A película é de 1983, ou seja, ninguém sabia direito quem eram esses caras! Foi um filme que vi já na minha adolescência, mais de uma década após seu lançamento, louca de curiosidade para ver no que teria dado essa salada mista galãs dos anos 80.

Quem não acompanhou muito a carreira de Patrick Swayze, ou é muito jovem para ter pego sua “fase de ouro”, pode se sentir tentado a me perguntar: ele era um bom ator? Não sei responder, porque em seus papéis mais marcantes, essa categorização não cabia. Não interessava quanto tinha de carga dramática, ou de versatilidade. Ele foi um ícone de uma época, de um público, e como parte deste público, fiquei realmente triste em saber que ele já não está entre nós, apesar de ter acompanhado com certa atenção as notas sobre sua doença e saber que a notícia sairia mais cedo ou mais tarde.

O que posso responder, é que em nenhum papel, nenhum filme, Swayze era chato. Sua presença sempre iluminava o set, basta ver a dignidade que empresta à drag queen Miss Vida de Para Wong Foo… . Ou a hilariante vulgaridade do amante de Kristin Scott Thomaz em De Bico Calado, onde já podemos notá-lo precocemente envelhecido. Mesmo após os cinquenta anos, ele continuou sabendo brincar, e a prova disso é o vilão caricato “Garth” de George e o Dragão – filminho meio besta (ok, bem besta), de baixo orçamento, mas, mesmo assim, divertido.

Talvez, com a distância dos anos de estrelato, muitos já tivessem quase se esquecido dele. Talvez a maioria das pessoas nunca o tenha levado muito a sério. Mas faço questão de arriscar uma previsão, aqui e a agora: você pode nunca ter pensado nisso, mas um dia vei ter saudade Patrick Swayze. Pode apostar que vai!

Arquivado como:Entretenimento , , , ,

English Tea

Tea Set

Would you care to sit with me
For a cup of English tea
Very twee, very me
Any sunny morning

What a pleasure it would be
Chatting so delightfully
Nanny bakes, fairy cakes
Every Sunday morning

Table

Miles and miles of English garden, stretching past the willow tree
Lines of holly, hocks and roses, listen most attentively

Do you know the game croquet
Peradventure we might play
Very gay, hip hooray
Any sunny morning

Table 2

Miles and miles of English garden, stretching past the willow tree
Lines of holly, hocks and roses, listen most attentively

As a rule the church bells chime
When it’s almost supper time
Nanny bakes, fairy cakes
On a sunday morning

(English Tea, by Paul McCartney – Chaos & Creation in the Back Yard)

 

Todas as fotos: Chazinho de despedida da Miriam

Todas as fotos: Chazinho de despedida da Miriam

 

Arquivado como:Fotos, Geral , , , ,

Cursinhos, Professores e Apostilas

Desde 1º de agosto estou de volta à vida de cursinho aos sábados. E que vida besta essa de não poder ir ao Barril na sexta-feira à noite, trabalhar o dia inteiro de segunda a sexta, assistir a 8h de aulas no sábado e me sentir culpada porque não estou tendo energia para estudar muito em casa. Mas quer saber de uma coisa? Não é tão chato assim quanto parece.

O que é realmente duro de engolir é pegar a apostila e ver comentários infelizes, desnecessários e totalmente fora de propósito, não acrescentando nada à materia. A troco de quê o autor insere apartes como “é claro que o brasileiro já deu um ‘jeitinho’ de abusar do seguro desemprego” em uma apostila de Direito Constitucional? Se isso já era meio ridículo quando certos professores o faziam no colegial, em um material para o estudo de adultos, é patético por dois (pelo menos) motivos:

1- Eu quero saber o que a Constituição Federal dispõe sobre o seguro-desemprego, não se Joãozinho recebe o seguro mesmo tendo um emprego informal. Joãozinho não cai na prova, e eu tenho discernimento suficiente para chegar às minhas próprias conclusões sem precisar que o autor de uma apostila me venha com conversa de ponto de ônibus. Se tem uma coisa que me irrita é quando docentes/autores de material teórico assumem que seus leitores são a) burrinhos, ou, o que é pior b) uma massa de manobra sem opinião formada para a qual o autor considera interessante pregar apartes ideológicos.

2- Chamei o comentário de “conversa de ponto de ônibus” porque segue mesmo o padrão de papinho superficial da rua: ao colocar “o brasileiro”, não diz explicitamente mas dá a entender que se trata de um fenômeno local, uma epidemia de esperteza inerente à brasilidade. O que, obviamente, é inexato, já que aceitar um emprego informal e continuar recebendo o seguro é uma prática retratada em filmes americanos e também bastante conhecida na Europa. Em geral, é uma deformação bastante usada em debates políticos nos países ricos acerca do peso orçamentário da seguridade social.

Se este foi um aparte infeliz que parece tender para a direita, há outros na direção oposta, mas igualmente tolos. Para ser justa, porém, quando não há inserções desnecessárias, o material não é de todo ruim. Bem resumido, associa os artigos da constituição a explicações enxutas e encerra com exercícios simples de fixação referentes ao que foi estudado. Percebi que uma boa estratégia, já que tive noções de direito no cursinho passado, é começar pelas questões e retornar ao material teórico onde encontro problemas.

Apesar de as apostilas que comprei pela internet deixarem um pouco a desejar, estou positivamente surpresa com a qualidade do cursinho. Sim, é claro que a aula de Contabilidade tem que ser um pé no saco – Contabilidade É um pé no saco. O professor, porém, explica tudo muito bem sem ser repetitivo e consegue manter a classe viva (senão muito animada, ao menos sobrevivendo) durante quatro horas no período da tarde. Da tarde de sábado. Vai dizer que não é um feito?

Logo, logo, começam a sair editais para concursos que interessam, e começarei a rotina de provas. Vamos ver no que dá.

Arquivado como:Estudos , ,

Everybody Loves Roddick

Hein? Você não? Mas como, você não recebeu o memorando?

“Após a final de Wimbledon, todo mundo está automaticamente obrigado a amar Andy Roddick.”

Querendo ou não!

Bem, de qualquer forma, divirta-se com o rei das post-match interviews no David Letterman:

Ontem à noite:

Em tempos mais áureos - 2003:

Segundo o site Gototenis.com, o croata de que falam é o Ljubicic.

Agora, fala a verdade… não dá vontade de ver o americano colocar seu nomezinho novamente naquela taça?

Arquivado como:Esportes, Video , , , ,

Senado Wars

Porque barraco no senado, e ainda por cima com o Sr. Eduardo estava-hibernando-nas-duas-últimas-semanas Suplicy, sempre vale a pena ver outra vez:

Arquivado como:Video ,

Pára tudo, que blog é esse?

Como vocês podem ver, o blog mudou e os arquivos anteriores sumiram, mas vocês ainda podem encontrá-los em http://olddesestresse.wordpress.com.

A verdade é que, como é possível ver pelo novo título, estou focada no que posso chamar de “uma nova fase”, e achei pertinente que o blog refletisse essa mudança.

Muita coisa continuará igual, muitos posts seguirão a mesma linha do velho “desestresse”, mas aqui a restrição “é proibido falar sério” não se aplica. Principalmente por que de vez em quando eu já burlava a proposta, então, não faz sentido mantê-la.

Continuarei postando sobre entretenimento, música e esportes, mas também pintarão textos sobre a rotina de estudar para concursos e assuntos relacionados. A diagramação também é mais clean, menos enfeitada e, por isso, deve dar menos manutenção. Não daria para manter aquela história de criar páginas de artigos, especiais etc..

Aos velhos conhecidos, espero que gostem dessa nova casa mais minimalista. Aos novos visitantes, sejam bem-vindos!

Arquivado como:Geral ,

Twitteriando

Categorias